23 de abril de 2009
21 de abril de 2009
Ah Leoa
Um assalto a um cabeleireiro na Rússia está a mobilizar a polícia. O crime envolve o assaltante e a cabeleireira do estabelecimento assaltado, avança o jornal G1.
A cabeleireira, identificada como Olga, de 28 anos, viu o seu salão invadido por um homem na passada terça-feira, dia 14. Olga, experiente em artes marciais, conseguiu dominar Viktor, de 32 anos, e levou-o para uma sala reservada, segundo o site «life.ru». A cabeleireira utilizou um secador de cabelo para obrigar o assaltante a render-se e acabou por o prender. No entanto, não chamou a policia.
Olga obrigou o assaltante a tomar Viagra para depois abusar dele várias vezes durante os dois dias seguintes.
Quando foi libertado, o assaltante dirigiu-se ao hospital para curar o pénis «magoado» e depois à esquadra para registar queixa contra a cabeleireira que, por sua vez, só no dia seguinte registou queixa contra Viktor por assalto.
No entanto, a história confunde-se ainda mais porque a policia não consegue ter a certeza sobre quem é o verdadeiro criminoso deste caso de assalto que terminou em «violação».
A cabeleireira, identificada como Olga, de 28 anos, viu o seu salão invadido por um homem na passada terça-feira, dia 14. Olga, experiente em artes marciais, conseguiu dominar Viktor, de 32 anos, e levou-o para uma sala reservada, segundo o site «life.ru». A cabeleireira utilizou um secador de cabelo para obrigar o assaltante a render-se e acabou por o prender. No entanto, não chamou a policia.
Olga obrigou o assaltante a tomar Viagra para depois abusar dele várias vezes durante os dois dias seguintes.
Quando foi libertado, o assaltante dirigiu-se ao hospital para curar o pénis «magoado» e depois à esquadra para registar queixa contra a cabeleireira que, por sua vez, só no dia seguinte registou queixa contra Viktor por assalto.
No entanto, a história confunde-se ainda mais porque a policia não consegue ter a certeza sobre quem é o verdadeiro criminoso deste caso de assalto que terminou em «violação».
20 de abril de 2009
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO·
(Autos arquivados na Torre do Tombo, Armário 5, Maço7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove filhos, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
[agora vem o melhor:]
"El-Rei D. João II perdoou-lhe a morte e mandou-o pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
SENTENÇA PROFERIDA EM 1487 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO·
(Autos arquivados na Torre do Tombo, Armário 5, Maço7)
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e noventa e nove filhos, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e três mulheres".
[agora vem o melhor:]
"El-Rei D. João II perdoou-lhe a morte e mandou-o pôr em liberdade aos dezassete dias do mês de Março de 1487, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo, e guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo".
(gentilmente cedido por nctv)
16 de abril de 2009
ah campeão!!
Um nigeriano de 84 anos, casado com 86 mulheres, com as quais tem mais de 170 filhos, aconselha outros a não seguir seu exemplo, afirmando que ele só consegue lidar com seu dia-a-dia com a ajuda de Deus.
«Um homem com dez mulheres iria entrar em colapso e morrer, mas os meus poderes são dados por Alá. É por isso que consigo controlar as 86 mulheres», disse. Mohammed Bello Abubakar, ex-professor e pregador muçulmano, afirma que suas mulheres o procuraram por conta de sua reputação de curandeiro.
«Eu não saio por aí à procura delas, elas vêm ter comigo. Eu sigo o pedido de Deus, e caso-me com elas.» Mas as autoridades islâmicas na Nigéria não aceitam as alegações e vêem a grande família como um culto.
«Um homem com dez mulheres iria entrar em colapso e morrer, mas os meus poderes são dados por Alá. É por isso que consigo controlar as 86 mulheres», disse. Mohammed Bello Abubakar, ex-professor e pregador muçulmano, afirma que suas mulheres o procuraram por conta de sua reputação de curandeiro.
«Eu não saio por aí à procura delas, elas vêm ter comigo. Eu sigo o pedido de Deus, e caso-me com elas.» Mas as autoridades islâmicas na Nigéria não aceitam as alegações e vêem a grande família como um culto.
Noticias do mundo
A Polícia holandesa informou esta quarta-feira que deteve um homem suspeito de ter abusado de uma ovelha na localidade de Haaksbergen e investiga se o animal sofreu.
A Polícia tenta agora determinar se a ovelha sentiu dores durante o acto, já que na Holanda o bestialismo só é punido quando se pode comprovar que o animal sofreu, informou a agência holandesa.
A detenção, que ocorreu na sexta-feira, aconteceu depois do proprietário da ovelha ter apresentado uma queixa à Polícia.
A Polícia tenta agora determinar se a ovelha sentiu dores durante o acto, já que na Holanda o bestialismo só é punido quando se pode comprovar que o animal sofreu, informou a agência holandesa.
A detenção, que ocorreu na sexta-feira, aconteceu depois do proprietário da ovelha ter apresentado uma queixa à Polícia.
15 de abril de 2009
Mais noticia insólita
Um norueguês corre o risco de pagar uma multa e ter a carta de condução suspensa, depois de a polícia o ter prendido quando mantinha relações sexuais com a namorada ao mesmo tempo que conduzia alta velocidade.
O casal, um homem de 28 anos e uma mulher de 22, foi detido pela polícia rodoviária numa estrada a 40 km da capital do país. Tor Stein Hagen, do departamento de polícia de Soendre Buskerund, explicou à AFP que os agentes prenderam o casal quando circulava num Mazda a 133 km/h, numa área com velocidade máxima limitada a 100 km/h.
Mas, a maior surpresa ainda estava para chegar: «O carro seguia de um lado para o outro porque a mulher estava sentada no colo do homem. Ele conduzia ao mesmo tempo que fazia sexo. Não podia ver quase nada porque as costas da mulher encobriam a sua visão».
O casal, um homem de 28 anos e uma mulher de 22, foi detido pela polícia rodoviária numa estrada a 40 km da capital do país. Tor Stein Hagen, do departamento de polícia de Soendre Buskerund, explicou à AFP que os agentes prenderam o casal quando circulava num Mazda a 133 km/h, numa área com velocidade máxima limitada a 100 km/h.
Mas, a maior surpresa ainda estava para chegar: «O carro seguia de um lado para o outro porque a mulher estava sentada no colo do homem. Ele conduzia ao mesmo tempo que fazia sexo. Não podia ver quase nada porque as costas da mulher encobriam a sua visão».
Noticia insólita
Uma equipa de cirurgiões russos descobriu com surpresa uma árvore que crescia dentro do pulmão de um paciente. Segundo o jornal «Globo» o homem de 28 anos estava na mesa de operações para que lhe fosse retirado o que os médicos acreditavam ser um tumor. No entanto, quando o abriram, descobriram uma planta de cerca de 5 centímetros que crescia no pulmão.
O paciente queixava-se de dores no peito e tossia sangue. O sangue que o paciente expelia não era de um tumor maligno, mas de lesões provocadas pelas agulhas das folhas.
«Quando me disseram que tinham encontrado uma árvore no meu pulmão, achei que estava a delirar», conta o doente.
Os médicos acreditam que o homem tenha inalado uma semente de um abeto - uma árvore conífera comum na América do Norte, Ásia e Europa -, que depois começou a crescer no pulmão.
O paciente queixava-se de dores no peito e tossia sangue. O sangue que o paciente expelia não era de um tumor maligno, mas de lesões provocadas pelas agulhas das folhas.
«Quando me disseram que tinham encontrado uma árvore no meu pulmão, achei que estava a delirar», conta o doente.
Os médicos acreditam que o homem tenha inalado uma semente de um abeto - uma árvore conífera comum na América do Norte, Ásia e Europa -, que depois começou a crescer no pulmão.
14 de abril de 2009
Setúbal
Achei piada a este texto e resolvi partilhá-lo convosco
"...Muitas pessoas pensam, erradamente, que o Forte de S. Filipe foi construido para proteger a então Vila de Setúbal dos espanhóis, no tempo da ocupação filipina. Pelo contrário, os espanhóis construíram o Forte para se protegerem dos setubalenses que não perdiam uma oportunidade para os apedrejar, o que era uma forma de protesto contra os ocupantes. Lamentavelmente, esses setubalenses lutadores pela sua cidade só deixaram raízes até 1910..."
"...Muitas pessoas pensam, erradamente, que o Forte de S. Filipe foi construido para proteger a então Vila de Setúbal dos espanhóis, no tempo da ocupação filipina. Pelo contrário, os espanhóis construíram o Forte para se protegerem dos setubalenses que não perdiam uma oportunidade para os apedrejar, o que era uma forma de protesto contra os ocupantes. Lamentavelmente, esses setubalenses lutadores pela sua cidade só deixaram raízes até 1910..."
Setúbal
Pois é amigos, como podem ver neste texto abaixo (carta enviada para o jornal "setubalense"), afinal, ainda há esperança para a nossa cidade do sado.....
Quando fiquei a saber que o projecto pólis é da autoria do arquitecto responsável pelo nosso pórtico da avenida, fez-se luz na minha cabeça.
Claro que para mim que sou ignorante, não é possível distinguir entre estas obras e ....
(desculpem, faltam-me as palavras..........) uma aberração(?).
Mas, estou certa que haverá quem veja a verdadeira grandeza da ideologia deste arquitecto e, quem sabe, até apreciará o seu trabalho (tudo é possivel).
Quem sabe, se finalmente os turistas terão algo que ver, fotografar e comentar na nossa cidade. Este tipo de - aberrações- atraem sempre turistas curiosos.
heheheheheheh
Quando fiquei a saber que o projecto pólis é da autoria do arquitecto responsável pelo nosso pórtico da avenida, fez-se luz na minha cabeça.
Claro que para mim que sou ignorante, não é possível distinguir entre estas obras e ....
(desculpem, faltam-me as palavras..........) uma aberração(?).
Mas, estou certa que haverá quem veja a verdadeira grandeza da ideologia deste arquitecto e, quem sabe, até apreciará o seu trabalho (tudo é possivel).
Quem sabe, se finalmente os turistas terão algo que ver, fotografar e comentar na nossa cidade. Este tipo de - aberrações- atraem sempre turistas curiosos.
heheheheheheh
Setúbal
Avenida Luísa Todi, Polis e cicloloucura!
Para quem gosta de Setúbal em geral e da organização do espaço urbano em particular, não fica indiferente às alterações morfológicas, espaciais e funcionais que aconteceram no Largo José Afonso e estão agora a decorrer na avenida Luísa Todi, resultando em descontentamento:
a) – A deslocalização da Feira centenária para as Manteigadas foi um erro espacial e político, contribuindo para o empobrecimento do que resta do pouco e híbrido património cultural que a cidade tem.
A Feira mudou de lugar ao longo do tempo, é certo, mas ficou sempre junto à malha histórica e urbana da cidade. Manteigadas não tem história, nem identidade, nem condições ecológico-morfológicas para a Feira de S’antiago.
Mais tarde ou mais cedo, alguém que goste da cidade terá que corrigir esta maldade.
b) – O Pórtico-teatral no Largo José Afonso é um delirium arquitectónico e uma ofensa à identidade daquele espaço e da arquitectura urbana ali existentes, quer em termos de desenho, quer em termos de cércia, pelo que estou totalmente de acordo com o texto de Giovanni Licciardello, publicado nesse jornal.
c) A avenida Luísa Todi tem sofrido alterações ao longo do tempo, como documenta o álbum fotográfico de Américo Ribeiro.
Admito que a avenida Luísa Todi precisasse de intervenções pontuais, mas nunca o que se está a fazer e o resultado já é visível:
As passadeiras agora feitas ora são “lisas” ora são em lomba, desvirtuando a morfologia plana da avenida. A falta de regularidade no pavimento contribuirá para a “desorientação” espacial dos automobilistas e provocará acidentes nas passadeiras “lisas”, quase invisíveis.
- O topo poente da avenida “virou” parque de estacionamento (quando era área verde abandonada, por desmazelo municipal), mas pelos vistos do agrado do leitor Pedro Cascais que no jornal «O Setubalense» referiu que (…) no futuro posso deixar o carro estacionado quase em frente ao bar que frequento”.
Para Pedro Cascais pouco importa o mal que a sua “pegada ecológica” faz à cidade, devendo ser dos que também gostaria de estacionar o seu automóvel no escritório, ao lado da secretária, entre o bengaleiro e a impressora.
- A nascente e a poente da Fonte dos Golfinhos, a avenida foi “dentada” na sua morfologia, com derrube de árvores, para dar lugar a dois parques de estacionamento.
- O pavimento lateral poente junto à Fonte das Ninfas, apresenta um desnível acentuado relativamente ao pavimento rodoviário, frente ao Mercado do Livramento, motivando o “afocinhamento” de automóveis mais baixos. (Quem pagará os sinistros futuros?)
- No corredor da avenida encontra-se uma ciclovia aos “esses”, que é mais uma cicloloucura digna de um prémio Nobel de (des)arquitectura.
d) – As cidades contemporâneas, com uma visão moderna, actual e de futuro, estão a devolver o espaço urbano aos cidadãos e a remeter os automóveis para o subterrâneo, ou para a periferia. Em Setúbal, o Polis com cumplicidade municipal está a fazer exactamente o contrário do que se faz de nova Iorque a Paris, ou de Barcelona a Portimão. (Exemplos de urbanismo funcional).
e) – O arquitecto Manuel Salgado é o autor do Polis de Setúbal e do Pórtico do Largo José Afonso, e não admira que faça arquitectura sem se preocupar com o espaço e a estética, como costuma referir, porque o povinho “papa tudo”.
f) – Por isso também não admira que a Câmara Municipal de Setúbal “pape” todos os “mamarrachos” que lhe vendem, sem se preocupar com a morfologia espacial e estética de uma das áreas geográficas mais emblemáticas, simbólicas, turísticas e culturais da cidade.
As cidades são demasiado importantes para ficarem apenas nas mãos de arquitectos e políticos. Os que gostam de Setúbal têm sensibilidade, educação estética, sentido histórico e cultural e não “papam tudo”, porque querem ver a cidade e o seu património ao nível do que de melhor se faz pela Europa e no Mundo.
António Loureiro, antropólogo
Para quem gosta de Setúbal em geral e da organização do espaço urbano em particular, não fica indiferente às alterações morfológicas, espaciais e funcionais que aconteceram no Largo José Afonso e estão agora a decorrer na avenida Luísa Todi, resultando em descontentamento:
a) – A deslocalização da Feira centenária para as Manteigadas foi um erro espacial e político, contribuindo para o empobrecimento do que resta do pouco e híbrido património cultural que a cidade tem.
A Feira mudou de lugar ao longo do tempo, é certo, mas ficou sempre junto à malha histórica e urbana da cidade. Manteigadas não tem história, nem identidade, nem condições ecológico-morfológicas para a Feira de S’antiago.
Mais tarde ou mais cedo, alguém que goste da cidade terá que corrigir esta maldade.
b) – O Pórtico-teatral no Largo José Afonso é um delirium arquitectónico e uma ofensa à identidade daquele espaço e da arquitectura urbana ali existentes, quer em termos de desenho, quer em termos de cércia, pelo que estou totalmente de acordo com o texto de Giovanni Licciardello, publicado nesse jornal.
c) A avenida Luísa Todi tem sofrido alterações ao longo do tempo, como documenta o álbum fotográfico de Américo Ribeiro.
Admito que a avenida Luísa Todi precisasse de intervenções pontuais, mas nunca o que se está a fazer e o resultado já é visível:
As passadeiras agora feitas ora são “lisas” ora são em lomba, desvirtuando a morfologia plana da avenida. A falta de regularidade no pavimento contribuirá para a “desorientação” espacial dos automobilistas e provocará acidentes nas passadeiras “lisas”, quase invisíveis.
- O topo poente da avenida “virou” parque de estacionamento (quando era área verde abandonada, por desmazelo municipal), mas pelos vistos do agrado do leitor Pedro Cascais que no jornal «O Setubalense» referiu que (…) no futuro posso deixar o carro estacionado quase em frente ao bar que frequento”.
Para Pedro Cascais pouco importa o mal que a sua “pegada ecológica” faz à cidade, devendo ser dos que também gostaria de estacionar o seu automóvel no escritório, ao lado da secretária, entre o bengaleiro e a impressora.
- A nascente e a poente da Fonte dos Golfinhos, a avenida foi “dentada” na sua morfologia, com derrube de árvores, para dar lugar a dois parques de estacionamento.
- O pavimento lateral poente junto à Fonte das Ninfas, apresenta um desnível acentuado relativamente ao pavimento rodoviário, frente ao Mercado do Livramento, motivando o “afocinhamento” de automóveis mais baixos. (Quem pagará os sinistros futuros?)
- No corredor da avenida encontra-se uma ciclovia aos “esses”, que é mais uma cicloloucura digna de um prémio Nobel de (des)arquitectura.
d) – As cidades contemporâneas, com uma visão moderna, actual e de futuro, estão a devolver o espaço urbano aos cidadãos e a remeter os automóveis para o subterrâneo, ou para a periferia. Em Setúbal, o Polis com cumplicidade municipal está a fazer exactamente o contrário do que se faz de nova Iorque a Paris, ou de Barcelona a Portimão. (Exemplos de urbanismo funcional).
e) – O arquitecto Manuel Salgado é o autor do Polis de Setúbal e do Pórtico do Largo José Afonso, e não admira que faça arquitectura sem se preocupar com o espaço e a estética, como costuma referir, porque o povinho “papa tudo”.
f) – Por isso também não admira que a Câmara Municipal de Setúbal “pape” todos os “mamarrachos” que lhe vendem, sem se preocupar com a morfologia espacial e estética de uma das áreas geográficas mais emblemáticas, simbólicas, turísticas e culturais da cidade.
As cidades são demasiado importantes para ficarem apenas nas mãos de arquitectos e políticos. Os que gostam de Setúbal têm sensibilidade, educação estética, sentido histórico e cultural e não “papam tudo”, porque querem ver a cidade e o seu património ao nível do que de melhor se faz pela Europa e no Mundo.
António Loureiro, antropólogo
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